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sexta-feira, 26 de agosto de 2011

6 coisas que podem ser hackeadas e você não sabia

Os computadores foram apenas a ponta do iceberg. Sem grandes dificuldades, um hacker poderia parar um coração e até comandar cérebros.


Foi no final dos anos 50 que os hackers surgiram. Desde então, vêm encontrando brechas e promovendo estragos em computadores. Mocinhos ou vilões, eles podem denunciar os problemas de segurança de um sistema, ou invadi-los e promover o caos.
Computadores e redes foram seu único campo de trabalho por um longo tempo.  Mas com a tecnologia fazendo cada vez mais parte de nossas vidas, os hackers expandiram sua atuação para além das fronteiras dos sistemas operacionais. Confira a lista das 6 coisas que podem ser hackeadas e provavelmente você nem fazia ideia.

1. Sorria, seu bebê está sendo observado

Já imaginou seu filho de colo sendo assistido por hackers? Se essa ideia lhe causa calafrios, é bom ficar atento na hora de comprar uma babá eletrônica. O produto pode ser um alvo fácil para hackers, devido às brechas na segurança do aparelho. Apesar dos aprimoramentos tecnológicos, as fabricantes não têm se preocupado em fazer produtos seguros.
Uma babá eletrônica com monitor de TV, por exemplo, pode ter seus canais sem fio sintonizados fora de casa, por qualquer pessoa que tenha um aparelho semelhante ou mesmo um receptor sem fio.
A vulnerabilidade é tão grande que uma família americana processou uma fabricante de sistemas de monitores para bebês. Depois de usar o sistema por meses, o vizinho (que tinha comprado recentemente um aparelho semelhante) alertou-os que a câmera do monitor estava transmitindo um sinal forte o suficiente para ser sintonizado na sua casa. Além disso, o microfone instalado no quarto da criança era tão sensível que o vizinho era capaz de ouvir conversas inteiras acontecendo fora do quarto dela.
As versões mais recentes de monitores de bebês apresentam o “salto de frequência”, uma tecnologia que muda de canal aleatoriamente para garantir privacidade. Mas os modelos mais velhos e menos seguros ainda podem ser encontrados nas prateleiras das lojas.

2. Segredos da Coca

Nem as inocentes máquinas de bebidas doces estão imunes aos hackers. Vários vídeos disponíveis na internet mostram pessoas que conseguiram acessar as máquinas da Coca-Cola. Fabricadas no final dos anos 90, elas podem ser invadidas com um código simples.
O hacker pode obter dados comerciais da máquina, como quantidade de vendas dos produtos e o valor arrecadado. Alguns afirmam serem capazes de alterar preços e até pegar uma bebida de graça, mas isso não aparece em nenhum dos vídeos que circulam pela web.

3. Perdendo o controle 

Quem tem carro sabe que abrir uma garagem com um controle é extremamente confortável, principalmente em dias chuvosos. Mas essa conveniência pode custar caro: os hackers podem mudar um controle facilmente e em poucos minutos o dispositivo estará aceitando uma porta USB.
Depois de hackear o controle, basta apenas chegar perto de uma garagem com um notebook rodando um software específico. Em poucos segundos a garagem estará aberta, livre para qualquer pessoa entrar.
Os softwares para modificar o funcionamento de um controle estão disponíveis na internet e uma série de tutoriais que ensinam como hackear podem ser encontrados online. Felizmente, esta vulnerabilidade é um problema apenas para sistemas mais antigos, já que os controles mais recentes usam um código rotativo que muda cada vez que é usado.

4. Ladrões high-tech

Especialistas em segurança de carros têm uma nova dor de cabeça com a qual se preocupar: os ladrões hackers. Eles podem desbloquear um carro e até dar a partida com apenas o envio de uma ou duas mensagens de celular. Muitos sistemas automotivos, como o OnStar utilizam  o mesmo tipo de tecnologia de um aparelho móvel.
Sendo assim, os novos veículos estão sujeitos à mesma vulnerabilidade do celular. Os hackers também podem promover um estrago na infraestrutura do trânsito, como em redes de energia e sistemas de tráfego.
Mas nem tudo está perdido. Com apenas algumas mudanças, os fabricantes de automóveis podem fechar as portas para os hackers – apesar de não ser muito barato. Apenas os veículos com sistemas modernos estão vulneráveis. Considere os riscos ao comprar um veículo com conectividade avançada e saiba que você pode optar por desativar a parafernália tecnológica.

5. Hackers de humanos

Implantes médicos de alta tecnologia como bombas de insulina e marca-passos podem salvar vidas. Mas os hackers podem usar seus recursos para um fim (bem) menos útil. Pesquisadores demonstraram que determinados marca-passos que usam um sinal sem fio para ajustes são bastante vulneráveis. Basta apenas usar um software para fazer a reprogramação.
Os médicos utilizam esses dispositivos de programação sem fio para fazer ajustes sutis no coração dos pacientes, sem a necessidade de cirurgias adicionais. Infelizmente, o sinal que é utilizado não é criptografado, o que significa que qualquer pessoa pode acessar o dispositivo. Aqui, o sentido de ser hacker ganha outra dimensão, muito mais perversa, já que ele conseguiria manipular o coração de um paciente, causando a parada cardíaca dele e até mesmo a morte.
Bombas de insulina aparentemente são ainda mais suscetíveis a interferências externas. Usando antenas de rádio, hackers podem roubar o sinal sem fio de uma bomba e causar uma explosão de insulina em um paciente, com resultados potencialmente mortais.

6. Zumbilândia

De todas as mídias de armazenamento que você utiliza para guardar as informações mais importantes o seu cérebro é de longe a mais complexa. Por causa da imensa quantidade de dados que o cérebro humano pode armazenar, os cientistas vêm tentando quebrar os nossos “discos rígidos internos” já faz algum tempo.
A parte assustadora disso? Eles estão realmente chegando perto. Ao construir modelos complexos de outros cérebros do reino animal (como os de ratos, gatos e macacos), os pesquisadores começaram a traduzir os trilhões de impulsos de nossa cabeça em dados legíveis.
A Agência de Defesa de Projetos Avançados em Pesquisa dos Estados Unidos está financiando um programa de quase 5 milhões de dólares para a engenharia reversa de seres humanos, em um esforço para decifrar suas habilidades computacionais.
Alguns cientistas veem um futuro em que robôs microscópicos serão injetados na corrente sanguínea de uma pessoa para ir direto ao cérebro monitorar suas atividades. Claro que, com as vulnerabilidades apresentadas em marca-passos e bombas de insulina, não é difícil prever que hackers poderiam assumir o funcionamento dos microrrobôs. Melhor nem imaginar as consequências de estranhos no controle de nosso cérebro.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Novidades tecnológicas no mundo da mobilidade




No início do ano, a Intel revolucionou o mercado de TI com o lançamento de sua nova família de processadores. A linha New Core trouxe 25 novos produtos para os mais diversos segmentos, todos eles baseados na tecnologia de 32 nanômetros. E o melhor: a nova linha chegou custando quase o mesmo que a família anterior. A constante miniaturização dos transistores é a grande responsável por vários benefícios que surgem com estas novas máquinas.
“Toda vez que se reduz essa quantidade de nanômetros dentro de um processador, você consegue implementar uma série de novas tecnologias. Essas tecnologias vão desde aumentar o tamanho de cash a colocar novas instruções nesses processadores, para que esses processadores possam operar de uma maneira mais rápida e efetiva com determinados tipos de aplicação. Você também pode implementar aí uma série de recursos que tornam o processador mais eficiente na economia de energia ou mais eficiente em relação a performance,  a performance mais dinâmica.”, explica Marcelo Gonçalves, Gerente de Produto da Linha Core na América Latina
Além de ser o principal motor da inovação no mundo dos processadores, a Intel é uma empresa que cria, antes de tudo, tecnologia. Por isso, vários outros produtos da empresa também devem chegar à sua casa nos próximos meses. Um deles é o WiDi, abreviação para Wireless Display Interface. Esta tecnologia estará embarcada em futuros laptops equipados com os processadores Core i3 e Core i5, e promete fazer com que o seu PC dialogue melhor com o media center. É que graças a essa tecnologia, o usuário será capaz de transmitir vídeo em alta definição diretamente para a TV, sem uso de fios e nem de roteador. É mais um cabo que foi eliminado da sua vida.

“Esse equipamento ainda está disponível somente nos Estados Unidos, mas já existe uma conversa de estar disponibilizando essa tecnologia aqui no Brasil”, diz Marcelo Gonçalves.  

Outra novidade apresentada pela Intel é a tecnologia Light Peak. É como se o mundo das fibras ópticas, corporativo, entrasse pela porta da frente da sua casa. Esta plaquinha é capaz de transmitir dados a uma velocidade de até 10 Gigabit por segundo e já está disponível no mercado! Ou seja, um disco Blu-Ray pode ser transferido integralmente em cerca de 30 segundos.

“É bastante interessante por que você sai da linha de aumentar performance em um processador, num HD, numa memória e agora foca  um pouco na parte de comunicação também. Porque você consegue eliminar gargalos no seu equipamento, tornando o equipamento muito mais balanceado. Você aumenta a performance em todos os componentes nessa máquina”, comenta Marcelo Gonçalves.
Enquanto você vive o hoje, saiba que tem gente pensando no seu amanhã. Tudo isso para que cada vez mais performance, mais velocidade e mais informações estejam disponíveis nas pontas dos seus dedos.

domingo, 23 de maio de 2010

Computadores "tudo em um" economizam espaço e são fáceis de transportar

PCs dispensam uso de vários fios, mas são mais caros que os modelos comuns de mesa
Divulgação
Esse tipo de PC reúne em um único equipamento monitor e drive para CD ou DVD e não tem gabinete
Um modelo de computador quase desconhecido por grande parte dos consumidores, mas que se destacou em uma recente pesquisa sobre vendas no primeiro trimestre do ano é o all-in-one ou “tudo em um”, em português.

Esse tipo de PC reúne em um único equipamento monitor e drive para CD ou DVD já que sua principal característica é não ter o gabinete separado do conjunto.

Os destaques são o design, leveza, economia de espaço – porque dispensa o emaranhado de cabos – e a facilidade de transportar de um cômodo para outro da casa ou escritório. Mas o preço sempre será mais caro que um equipamento similar vendido com o gabinete, um ponto fraco que pode até valer a pena se o consumidor realmente não abre mão das vantagens.

Numa loja de computadores, os all-in-one chamam a atenção devido ao desenho decorativo, mas há também os mais básicos, geralmente pretos ou brancos, nos PCs da da Apple. Um modelo da Positivo tem até tela sensível ao toque.

Vendas começam a crescer no Brasil 
Na semana passada, em um relatório de vendas divulgado pela Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica), os computadores "tudo em um" – que antes nem apareciam nas pesquisas – começou a despontar nesse mercado. Nos três primeiros meses de 2010 foram comercializadas 30 mil unidades. O número é pequeno – e representa apenas 2% do total do mercado de desktops -, mas é um bom começo, já que em levantamentos anteriores as vendas de máquinas all-in-one eram tão pequenas o suficiente para desprezar essa categoria no relatório final.

Os notebooks e netbooks, que registraram no período analisado uma alta de 70% nas vendas em relação ao mesmo trimestre do ano passado, chegaram recentemente a 1,362 milhão de computadores vendidos. Os desktops de mesa registraram 1,536 milhão de unidades comercializadas (queda de 1%).

Ivair Rodrigues, diretor da IT Data, empresa que realizou a pesquisa, diz que ainda é cedo para considerar como tendência o crescimento dos computadores com tudo integrado.

- A oferta de modelos desse tipo de máquina é recente no Brasil quando se compara com os PCs tradicionais. A indústria ainda não sabe nem ao certo o perfil de consumidor que busca por esse aparelho, então para impulsionar as vendas falta uma estratégia clara de mercado.

Atualmente, a Apple, Positivo, HP e Semp Toshiba são as principais marcas desse segmento. A Sony já teve um modelo "tudo em um" lançado no Brasil, mas o produto não é mais oferecido. A Dell apresentou um novo computador sem gabinete no começo do ano em outros países. Para o Brasil, a marca ainda não tem previsão de oferta.

Os preços vão de R$ 1.200 a R$ 7.400, dependendo das configurações e tamanho da tela de cada PC.

sábado, 22 de maio de 2010

Dalai Lama conversa com chineses pelo Twitter

Líder religioso e político tibetano exilado usou a página de intelectual chinês

Dalai Lama usa Twitter para falar com China
O Dalai Lama, líder religioso e político tibetano exilado, conseguiu responder a perguntas de internautas chineses usando a rede social Twitter e mostrou que tem esperança em melhoras na situação do Tibete no futuro.
Foi a primeira ocasião na qual o Prêmio Nobel da Paz manteve contato com um grupo grande de cidadãos da China, embora não se saiba quantas pessoas conseguiram acompanhar a conversa, já que o Twitter foi bloqueado pela censura oficial de Pequim.
O Dalai respondeu desde Nova York a algumas das mais de 1.200 perguntas que recebeu através da página no Twitter de Wang Lixiong, um intelectual chinês que tem postura crítica ao regime comunista.
- Acho que em um futuro não muito distante haverá mudanças e os problemas se resolverão - afirmou o líder tibetano, que precisou utilizar respostas breves, já que o Twitter não permite mais de 140 caracteres por post.
O Dalai Lama destacou que suas críticas e suas demandas de maior autonomia para o Tibete se dirigem aos dirigentes da China, não aos cidadãos.
- O Governo cria as tensões, não o povo.


Nos últimos anos foram realizadas várias rodadas de conversas entre o Partido Comunista da China (PCCh) e representantes do Dalai Lama, embora com poucos resultados.
As críticas da China contra o Dalai Lama aumentaram após as revoltas tibetanas de março de 2008, as piores em 20 anos, quando Pequim afirmou que pessoas próximas ao líder budista organizaram os distúrbios premeditados, aproveitando a proximidade dos Jogos Olímpicos de Pequim.
O Twitter está censurado na China há um ano, quando a ferramenta e outras como Facebook e YouTube foram bloqueadas, coincidindo com as revoltas uigures em Xinjiang (ao norte do Tibete) e o tenso cinquentenário da fuga do Dalai Lama à Índia.
No entanto, muitos cidadãos chineses conseguem driblar a censura chinesa para acessar páginas proibidas, como com o uso de conexões privadas ou de servidores de internet no exterior.

"Copyright Efe - Todos os direitos de reprodução e representação são reservados para a Agência Efe."

Brasil se prepara para chegada de carro elétrico


Governo anunciará nesta terça-feira (25) plano de estímulo à tecnologia.
Imóvel na Grande São Paulo terá garagem adaptada para receber modelos. 



Mitsubishi i Miev
Mitsubishi i-MiEV foi lançado no Japão em junho de
2009, por US$ 47,5 mil  (Foto: Junji Kurokawa/AP



Em poucos anos, o consumidor brasileiro – acostumado com motores movidos a etanol, gasolina e GNV – terá mais uma opção: carros elétricos. A novidade movimenta o mercado. Não apenas o automobilístico, mas também os setores que serão beneficiados por esses novos veículos. Embora eles devam começar a chegar em 2015, um empreendimento de alto luxo em Alphaville, na Grande São Paulo, já tem previsto no projeto uma garagem adaptada para receber modelos elétricos.

A construtora do imóvel, a BKO, afirma que esse diferencial é pioneiro no mercado da construção, o que confirma duas realidades. Primeiro, que o setor energético do país viverá uma autêntica revolução muito em breve. Segundo, que a menos de cinco anos de começar a vender automóveis elétricos, as grandes capitais brasileiras estão atrasadas em relação à infraestrutura para receber a tecnologia.


A questão das garagens apropriadas é um mero detalhe perto do que falta em relação a políticas de desenvolvimento. O governo sabe disso. Sob a pressão do setor privado, o governo brasileiro decidiu abrir caminho paralelo ao do etanol. Na próxima terça-feira (25), o Ministério da Fazenda anunciará um plano embrionário de estímulo ao desenvolvimento dessa tecnologia.

De acordo com o diretor de relações institucionais da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Ademar Cantero, há três meses foi criado um grupo de trabalho com governo e setor privado para estudar os estímulos à produção de modelos elétricos. O resultado do que foi levantado durante esse período será o que o Ministério da Fazenda irá apresentar. “Não terá nada específico, mas sim linhas gerais de políticas para a viabilidade da implantação do veículo elétrico no país”, diz o diretor da Anfavea.

Cantero adianta que tais políticas envolvem desenvolvimento de produtos e de tecnologias de motorização, políticas de abastecimento, suprimento e rede de distribuição. “O importante é que isso discuta uma nova fonte de energia veicular, para ver se vai funcionar ou não no país”, diz.

No Brasil, as montadoras que mais investem em veículos elétricos são Fiat, que desenvolve oPalio elétrico em parceria com a Itaipu Binacional — e a Mitsubishi, cujo modelo i-MiEV já roda em São Paulo para testes.
Palio elétrico
Palio Elétrico é desenvolvido em parceria com a Itaipu Binacional (Foto: Divulgação)

De acordo com o supervisor de engenharia e planejamento da Mitsubishi Motors, Fabio Maggion, a busca da companhia é pela homologação do produto. “O problema é que o assunto é novo, no mundo inteiro, e precisa ter uma adequação na tributação e de homologação desse tipo de carro”, diz Maggion, que também é membro da Associação Brasileira de Engenharia Automotiva (AEA).
A Mitsubishi espera poder trabalhar com o modelo em parcerias com empresas a partir de 2013, como já acontece no Japão. A partir desse ponto e em um cenário positivo, a meta é passar a vender para o público comum em 2015, o que não está nada longe ao considerar os gargalos de infraestrutura.
Tomadas e postos
No projeto imobiliário da BKO, cinco vagas terão estrutura para fiação e relógios de medição de consumo. Segundo o diretor superintendente da construtora e incorporadora de imóveis BKO, Mário Giangrande, a simples medida além de proporcionar a tomada para o carro ser plugado, evitará as intermináveis brigas de condôminos sobre quem irá arcar com o gasto energético.
“Pensamos em como estaria o cotidiano das pessoas em 2017. Por se tratar de um prédio de luxo, a probabilidade de um proprietário ter um carro elétrico é grande”, afirma Giangrande.
Novidade aqui, no Brasil. Segundo o vice-diretor do comitê de veículos de passeio da SAE Brasil (Sociedade dos Engenheiros da Mobilidade), Jomar Napoleão, no estado da Califórnia, nos Estados Unidos, já está na legislação que as construções novas devem ter adaptações para veículos elétricos, inclusive de shoppings.

Além do relógio para separar o consumo de cada proprietário, a própria tomada é um assunto importante dentro do mundo dos elétricos. O Mitsubishi i-MiEV, por exemplo, pode ser conectado em uma tomada comum. Entretanto, há modelos em desenvolvimento que têm sistema diferenciado. Por esse motivo, o governo em parceria com órgãos de normas técnicas terá de estabelecer um padrão.

“Essas tomadas diferentes vão passar por um tipo de normatização, como acontece no Japão, para haver um padrão convencional. O mesmo acontece com o plug para cargas rápidas, para não se repetir o que aconteceu com os carregadores de celular, em que cada marca tem um tipo diferente”, diz Maggion.
Peugeot BB1
O elétrico Peugeot BB1 estará exposto no RJ do dia 30 de maio a 2 de junho (foto:divulgação)
No que se refere à recarga, as fabricantes desenvolveram dois sistemas, um que carrega 100% da bateria durante sete horas, se plugado em uma tomada de 220 v e, outro, que em 30 minutos abastece 80% da capacidade total do veículo. É nesta segunda opção que devem se concentrar os postos de abastecimento. Para Jomar Napoleão, da SAE, estacionamentos de shoppings e de supermercados devem fornecer este tipo de auxílio. “Enquanto você faz uma compra, seu carro recarrega”, ilustra.
O representante da SAE também destaca que outro o setor de recarga de veículos elétricos poderá oferecer também postos de troca de bateria. “Você chega com sua bateria descarregada e troca por uma carregada em poucos minutos, como se fosse trocar o pneu”, explica Napoleão para os casos que o modelo não possua sistema de recarga rápida. Como a bateria corresponde a 40% do valor do veículo elétrico, essa alternativa ainda é estudada para se tornar economicamente vantajosa.
Outro novo conceito de negócio que surgirá com os modelos elétricos é a venda de energia não utilizada, já em estudo na Califórnia. É a chamada rede de energia inteligente ou smart grid. O smart grid é um conceito que permite maior autonomia ao consumidor, que poderá gerar energia e comercializar os excedentes como faz hoje um grande produtor de eletricidade. “Isso será uma revolução na mobilidade”, diz Jomar Napoleão.
Carro X chuveiro
O receio de um novo apagão por conta do aumento do consumo de energia com veículos elétricos é mito, de acordo com empresas ligadas ao setor. O que o brasileiro terá de se acostumar é fazer a recarga total do veículo apenas em casa e de madrugada.
O Brasil é o país do chuveiro elétrico e tem a distribuição superdimensionada para agüentar este consumo. De acordo com Maggion, da Mitsubishi, a corrente do chuveiro é bem parecida com a do carro elétrico, em relação à potência momentânea.
De acordo com a Itaipu Binacional, a hidrelétrica tem energia sobrando no período da noite e, por isso, os vertedores ficam abertos. Como não se pode armazenar energia, o reabastecimento do carro elétrico neste período seria a solução para o desperdício.
Quanto à distribuição, empresas como a CPFL – que atende o interior de São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná e Minas Gerais — afirma em seminários sobre o assunto que o investimento será paulatino, já que a aceitação dos modelos elétricos no mercado brasileiro deverá ser lenta. Assim, se em 2020 cerca de 5% da frota nacional for elétrica, haverá energia suficiente para todos.


quarta-feira, 19 de maio de 2010

Um em cada três usuários de redes sociais se arrepende das mensagens que publica


32% deles postaram algo que consideram vergonhoso
Getty Images
Uma pesquisa do site de produtos de tecnologia Retrevo revelou que 32% dos usuários de redes sociais admitem ter publicado mensagens e se arrependido depois. Os posts vão de pontos de vista radicais sobre política e imagens picantes a reclamações contra o chefe.

A empresa descobriu que os usuários de smartphones tendem a sofrer desse tipo de arrependimento. Cerca de 54% dos que fizeram um post pelo celular ficaram envergonhados mais tarde.

O problema das mensagens apressadas atingiu 59% dos usuários de iPhone, que disseram ter sentido vergonha depois de publicar algo. Segundo a pesquisa, os usuários de celulares inteligentes são os que mais se arrependem – ter um aparelho no bolso os torna mais impulsivos.

A idade também conta em mensagens apressadas: 54% dos usuários com menos de 25 anos que participaram da pesquisa se arrependeram de publicar, por exemplo, fotos da festa da noite anterior ou aquela piada sobre o jeito de o chefe esconder a careca com o cabelo que restou. Apenas 27% das pessoas com mais de 25 anos disseram ter cometido gafes.

Segundo a pesquisa, cerca de 40% dos usuários conseguiram apagar comentários e fotos antes que o estrago fosse feito, enquanto 31% disseram que suas mensagens embaraçosas “não causaram problemas”.

Por outro lado, 19% daqueles que tiveram remorsos por causa dos posts disseram que as mensagens impulsivas causaram problemas em casa ou no trabalho e 9%, que um post fora de hora acabou com amizades ou até com casamentos.
Segundo especialistas em redes sociais, a melhor forma de evitar esse tipo de vergonha social é lembrar que um perfil no Twitter ou no Facebook é como a parte de trás de um cartão postal – todo mundo pode ver o remetente.

Eles recomendam aos usuários de redes sociais que evitem mandar mensagens quando estiverem bêbados ou pensem mil vezes antes de publicá-la, principalmente pelo celular.

Regras de utilização da internet darão maior segurança aos usuários

As novas regras para a utilização da internet não deverão ferir a liberdade de expressão nem a privacidade dos usuários da rede. O objetivo das modificações, que ainda estão em debate, é cobrir lacunas da atual legislação e definir regras mais claras para as punições em casos de crimes on-line.

Em entrevista para a Rádio Bandeirantes, o presidente da Associação Brasileira de Provedores de Internet assegurou que os usuários só terão as informações pessoais divulgadas diante de mandado judicial. 

Segundo Eduardo Parajo, esse procedimento sempre foi adotado pela maioria dos provedores mesmo sem da imposição das normas.

Ele destaca que a constituição atual já proíbe o anonimato quando o usuário exerce a liberdade de expressão.



Fonte: eband

terça-feira, 18 de maio de 2010

Pane em computador provoca apagão na ISS

Durante a caminhada espacial realizada nesta segunda-feira (17), os astronautas que cumprem missão na ISS (Estação Espacial Internacional) tiveram um susto, em razão de um blecaute ocorrido no local, enquanto dois profissionais estavam do lado de fora do complexo, trabalhando. O apagão durou meia hora e foi provocado pelo travamento do principal computador de controle e comando da estação.
Segundo a Nasa (agência espacial dos EUA), em nenhum momento os dois astronautas que estavam em missão correram risco. Essa foi a primeira das três últimas caminhadas espaciais desta missão, a última envolvendo o ônibus espacial Atlantis, que será aposentado. Nesta quarta-feira (19), os astronautas vão sair novamente ao espaço com a missão de substituir baterias do complexo, que fica a cerca de 400 km da Terra.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Google captura dados de internautas que usam Wi-Fi

Carros que tiram fotos de cidades têm código que permite coletar informações

Raphael Hakime/06.jan.2010
Carro do Google fotografa a marginal Pinheiros, em SP
O Google admitiu que os carros do serviço Street View, que exibe imagens em 360º das ruas, coletam dados transmitidos pela internet por usuários de redes Wi-Fi (sem fio) que não protegem suas conexões com senha. No fim de abril, a empresa havia dito que não fazia isso, mas disse que a informação estava errada.
As cidades de Belo Horizonte, São Paulo e Rio de Janeiro já passaram pelo processo de captação das imagens para serem incluídas no serviço, que deve ser lançado no país ainda neste ano. Os internautas brasileiros também foram afetados.
De acordo com a empresa, a captura de dados ocorre por um "erro". Em comunicado o Google diz que o software usado nos carros tem um código, supostamente colocado ali por engano, que permite obter as informações trocadas pelos usuários por meio da internet, mas negou ter usado esses dados em produtos da empresa. 
– Quando ficamos sabendo desse problema, nós separamos essas informações em nossa rede e as tornamos inacessíveis. Nós queremos deletar esses dados assim que possível e estamos conversando com órgãos regulatórios de certos países para saber como descartar isso rapidamente.
Essa é mais uma polêmica envolvendo o Street View e a privacidade. Como as imagens são feitas em lugares abertos e públicos, a empresa já se envolveu em polêmicas sobre a garantia da privacidade das pessoas fotografadas. Mesmo que o Google desfoque o rosto das pessoas e as placas dos veículos antes das imagens serem publicadas, a empresa já foi acusada de fotografar muitos moradores das cidades por onde passam seus carros em situações constrangedoras.
O serviço surgiu em 2007 como uma evolução do Google Maps, que permite a localizar países, cidades, ruas e lugares específicos com a vantagem de ter ainda imagens em três dimensões de cidades e principais pontos históricos do mundo. O Google usa veículos que carregam câmeras superpotentes para registrar as imagens dos locais escolhidos pela companhia. Em alguns lugares de difícil acesso, o registro é feito pelo Trike, um triciclo equipado com câmera.

domingo, 16 de maio de 2010

Google e Intel devem lançar "TV inteligente"


O Google e a Intel devem anunciar nesta semana uma parceria que pretende revolucionar a indústria de televisores. Ambos trabalham em uma nova plataforma, batizada de "SmartTV", que permitirá o lançamento de aparelhos interativos, conectados à internet.
Segundo o jornal "Financial Times", especula-se que a Sony será o fabricante de televisores contendo o microprocessador Atom, da Intel, e o sistema operacional Android, do Google. O microprocessador é o componente que deixa a TV tão "inteligente" quanto o computador para o desempenho de tarefas. O sistema operacional é um programa que permite a execução dessas tarefas.
Essa combinação será o "coração" de set-top boxes dos televisores Sony que permitirão exibir na tela, durante a programação, caixas de diálogo com Skype, sites de relacionamento, como o Facebook ou o Twitter. Operadoras de telefonia também poderão entrar nesse negócio.
Na Europa, a France Telecom e a Telecom Italia, dona da TIM no Brasil, já se mostraram interessadas em embarcar seus chips 3G nos set-top boxes. Isso significa que, pela rede dessas operadoras, o aparelho se conectaria automaticamente à internet pela rede de uma operadora de celular, além de exibir a programação televisiva.
O avanço dessa tecnologia é recente. A primeira experiência consistente da Intel nesse sentido foi com o Yahoo, em 2008. Neste ano, Samsung, Sony, LG, Sharp e Panasonic vão lançar televisores que permitem a conexão à internet com funcionalidades como videochamadas e "streaming" de filmes por meio de sites como Netflix.
Nesta semana, o Google deve convocar sua comunidade de desenvolvedores (profisisonais que criam programas e soluções ligadas à internet) para criar aplicativos para TV pensando em um modelo que também atraia publicidade.
Especialistas acreditam que a conexão dos televisores à internet (via cabos ou pela rede sem fio) será a maior evolução tecnológica desde a década de 1950, com o surgimento da TV em cores.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Microsoft chama Internet Explorer 6 de "leite estragado"

Campanha incentiva usuários a atualizar versão do navegador
IE6 Leite Estragado
A unidade da Microsoft na Austrália está chamando o navegador Internet Explorer 6 de "leite estragado" com o objetivo de incentivar as pessoas a fazerem o download da versão mais recente do programa. O browser está no mercado desde 2001, é constantemente criticado por profissionais do setor e internautas, mas ainda é o segundo mais usado no mundo.
A empresa diz que "a internet se desenvolveu e os recursos de segurança do Internet Explorer 6 ficaram ultrapassados". Por isso, a recomendação é que os usuários façam a atualização para a versão 8 do programa, sob o risco de ter o computador infectado por pragas virtuais ou ser vítima de um golpe virtual. No site da Microsoft, é possível enviar e-mails para amigos com lembretes de atualização. A companhia diz que "não adianta chorar o leite estragado".
Desde o ano passado, quando o Facebook pediu que seus usuários atualizassem o navegador para acessar corretamente o site, pipocam na internet petições para que o IE6 fosse "morto". A Microsoft, que desenvolve o sistema, até apoia essas campanhas, já que o programa já tem outras duas versões mais recentes (7 e 8), mas se nega a forçar os internautas a fazerem a migração.

Endereços de internet disponíveis devem acabar em breve

Icann diz que só 8% a 9% dos ipv4 estão livres e sugere adoção do novo ipv6


Getty Images
Capacidade do ipv4, que era de bilhões de endereços, está chegando ao fim;
Icann sugere que empresas adotem o ipv6, que suporta trilhões de domínios


Em breve, o mundo esgotará o número de endereços de internet disponíveis, por conta da explosão no número de aparelhos conectados à web, a menos que as organizações adotem uma nova versão do IP (Protocolo de Internet), declarou o presidente da organização que aloca os endereços.
Rod Beckstrom, o presidente da Icann, disse que apenas 8% a 9% dos endereços ipv4 ainda estão disponíveis, e que as companhias precisam adotar o novo padrão ipv6 o mais rápido possível.
- A mudança realmente precisa ser feita; estamos chegando ao final de um recurso escasso.
O ipv4, usado desde que a internet se tornou pública, nos anos 80, foi criado com espaço para apenas alguns bilhões de endereços, enquanto a capacidade do ipv6 é da ordem dos trilhões.
Vários aparelhos, como câmeras, tocadores de música e consoles de videogames, estão se somando aos computadores e celulares na conexão à web, e cada um deles precisa de um endereço IP próprio.
Hans Vestberg, presidente-executivo da fabricante de equipamentos para telecomunicações Ericsson, previu, no começo do ano, que haveria 50 bilhões de aparelhos conectados, até 2020.
Beckstrom disse que "é uma grande tarefa administrativa e de operações de rede, mas terá de ser realizada, porque nós, seres humanos, estamos inventando muitos aparelhos que usam a internet agora."
Beckstrom estava em Moscou para a entrega formal do primeiro nome de domínio internacional em alfabeto cirílico para a Rússia. Em lugar de ter de usar o domínio .ru, expresso no alfabeto latino, as organizações russas agora poderão empregar seu equivalente em cirílico.
A Icann aprovou a introdução gradual de nomes de domínio internacionalizados no ano passado. Países podem solicitar nomes de domínio nacionais em outras formas de alfabeto, como o arábico ou o chinês. No futuro, isso será expandido para todos os nomes de domínio da rede.
Até o momento, Rússia, Egito, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos obtiveram aprovação da Icann para usar seus alfabetos nacionais no domínio de primeiro nível, a parte do endereço que vem depois do ponto.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Microsoft lança 0ffice 2010 com versão para web

Detalhe da tela da nova versão do Office
Foto: Divulgação Detalhe da tela da nova versão do Office


Em mais um capítulo de sua estratégia para enfrentar o Google e o crescimento do hábito de criar documentos gratuitos pela internet através da ferramenta Google Docs, a Microsoft apresentou, em Nova York,o Office 2010, nova versão de seu popular pacote de software para edição de texto, planilhas, apresentações e e-mail.

Além de vários aperfeiçoamentos nos programas que compõem o pacote, como Word, Excel, Power-Point e Outlook, a grande novidade é a versão gratuita do Office para uso pela internet, que estará disponível a partir de julho. No final de abril, Microsoft e Facebook já haviam divulgado uma parceria através da qual os usuários dessa rede social poderiam criar e compartilhar colaborativamente arquivos do Office.

O anúncio de ontem, entretanto,é um ataque ainda mais ousado ao Google. Isso porque o pacote Office responde por mais de 47% dos lucros da Microsoft. Somente no último trimestre o programa rendeu cerca de US$ 2,8 bilhões para a empresa criada por Bill Gates. Essa é a primeira grande atualização apresentada pela Microsoft desde que foi lançado o Office 2007.

Segundo a própria empresa, o pacote conta com mais de 500 milhões de usuários em todo o mundo. Muito mais do que o Google Docs, que conta com cerca de 25 milhões de usuários.

Mas a chamada “computação na nuvem”, ou uso de programas que rodam pela internet, e não em um computador local, está em franco crescimento e deve
alterar substancialmente a maneira como produzimos e editamos documentos nos próximos anos.

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